Festas e Romarias
Belinho:
FESTA E ROMARIA A S. PEDRO
Esta Romaria decorre no dia 1 de agosto. É a festa e romaria em honra do santo padroeiro da freguesia: S. Pedro.
A população parte da Igreja Paroquial e percorre as ruas de Belinho (ou para norte ou para sul) em procissão, com variados figurinos que representam episódios bíblicos, carregando andores decorados com flores, voltando novamente à Igreja Paroquial, onde se ouve o sermão pregado pelo pároco.
ROMARIA DE SANTO AMARO E S. BRÁS
Decorre após o dia 15 de janeiro, ao longo de três domingos. No primeiro domingo da romaria, os fiéis seguem, em procissão, desde a Igreja Paroquial até à Capela de Santo Amaro, onde decorrerá a missa solene. No fim da celebração, a procissão volta à Igreja Paroquial.
Segundo a tradição da Festa de Santo Amaro, os três domingos são direcionados a diferentes público: o primeiro é para os solteiros, o segundo para os casados e o terceiro para os viúvos.
PROCISSÃO DO SENHOR AOS ENFERMOS
A data de início desta procissão gerou vários debates e discussões, havendo uma dúvida sobre qual o ano de surgimento da mesma. Teria sido em 1920 ou 1922 ?! Após várias discussões, estima-se que 1922 foi o ano em que surgiu, pois terá esta surgido como uma substituição a Procissão dos Passos (do século XVIII).
Com o término da Procissão dos Passos, por volta do ano de 1918, o Padre Albino Alves Pereira, mariano e bastante eucarístico, decidiu avançar com uma nova procissão eucarística.
A Procissão do Senhor aos Enfermos (ou apenas o Senhor aos Enfermos – como é conhecida pelos populares) tem como objetivo levar a Comunhão aos doentes e acamados. Este preceito Pascal, que consistia em comungar uma vez por ano, na altura da Páscoa, era muito simples.
Inicialmente esta procissão não era feita com tapetes. Os populares colocavam lençóis e toalhas às janelas e em cadeiras para servirem de “tapete”, enfeitando a passagem do Senhor. Por volta do ano de 1950, começam a aparecer as gerações de pessoas mais talentosas nos trabalhos manuais e, com ela, surgiram as primeiras notícias acerca da rivalidade e competitividade existente entre os lugares de Belinho, pois os moradores de cada lugar tentam fazer o melhor e mais bonito tapete. De geração em geração, e de ano para ano, esta procissão tem ganho mais brilho e esplendor.
Atualmente, com o melhoramento da rede viária, a Procissão alargou-se. Há 50 anos, a Procissão era interrompida no lugar do Outeiro e, hoje em dia, está alargada a cerca de cinco quilómetros e é possível fazer os tapetes que atualmente vemos.
O Senhor aos Enfermos celebra-se no primeiro Domingo após a Páscoa, ou seja, no Domingo de Pascoela. O Padre percorre as ruas de norte a sul, durante a manhã, ao longo de cerca de cinco quilómetros.
Os tapetes são feitos na noite anterior ao dia da Procissão. Os populares, desde os miúdos aos graúdos, juntam-se, consoante o lugar a que pertencem, e “montam” os tapetes com flores, serrim colorido, areia e outros materiais, que vão pensando e preparando ao longo do ano.
A Procissão é assistida por milhares de pessoas, sendo uma das maiores atrações turísticas e religiosas do concelho de Esposende.
PROCISSÃO DO SENHOR DOS PASSOS
celebra-se em Maio. Os paroquianos percorre as capelas e estações da Via-Sacra, embelezadas pelos catequistas da paróquia.
PEREGRINAÇÃO ARCIPRESTAL À SENHORA DA GUIA
realiza-se em maio e consiste na peregrinação, pela estrada que dá acesso ao Monte da Guia, das 15 paróquias do arciprestado de Esposende, ao monte de Nossa Senhora da Guia.
MERENDEIRO DA CATEQUESE
realiza-se no domingo seguinte à peregrinação à Senhora da Guia, podendo coicidir com o Dia Mundial da Criança. As crianças da catequese vão em procissão, pelo escadório do Monte da Guia. Da parte da manhã têm a celebração eucarística e de tarde recebem uma sacola de merendeiro, preparada pelas catequistas.
FADO NAS FONTES DO CALVÁRIO
é uma atuação musical de Fado, nas Fontes do Calvário que se realiza em agosto.
Mar:
FESTA EM HONRA DE S. BARTOLOMEU
Todos os anos, no dia 24 de agosto realiza-se a Romaria de São Bartolomeu do Mar, o padroeiro da freguesia.
A tradição remonta ao século XVI (ano de 1566) e manda que, no dia da romaria, os populares transportem um frango (galinha ou pinto) preto ao colo, dando três voltas à Igreja, passando também, outras tantas vezes, sob o andor. Após a romaria, os populares vão à praia “furar” as ondas num número ímpar de vezes – três, cinco, sete ou nove -, tomando o chamado “Banho Santo”.
O “Banho-Santo” é um dos pontos altos da romaria da terra. A praia enche-se de gente, apesar do frio e da temperatura gelada da água.
Diz a tradição que, após o mergulho das crianças nestas águas gélidas, curam-se os medos, a gaguez, a epilepsia ou a gota. No entanto, e segundo dizem, “têm que ir ao banho antes de completar os sete anos de idade para que a tradição seja cumprida”.
A superstição é antiga e tem origem numa lenda que conta que, precisamente no dia 24 de agosto, o diabo anda à solta, voltando ao mar apenas quando anoitece. Assim, de forma a curar os males e aproveitar as “águas puras”, levam-se as crianças ao mar durante o dia.
A Missa mais solene é celebrada às 11h00. De tarde, realiza-se o chamado agradecimento ao Santo, através de uma procissão tida como «uma das mais imponentes» do Norte de Portugal. Apesar de o percurso ser curto -“menos de dois quilómetros da igreja à praia e regresso” – demora sempre duas a três horas e incorpora centenas de figurantes que reconstituem episódios bíblicos, e andores de grande porte.

